| MANUAL DE
CONDUTA ÉTICA
DIRETRIZES PERMANENTES DE COMPORTAMENTO
DOS CRONISTAS ESPORTIVOS DO DISTRITO FEDERAL
O Trabalho é um componente fundamental
na vida da maioria das pessoas adultas. É
importante para todos os profissionais como
meio de sustento de sobrevivência, de
acesso a bens. Para o cronista esportivo é
também importante como espaço
para o desenvolvimento de seu potencial e
de sua busca de reconhecimento social.
Somos seres competitivos mas que seguem regras
emanadas da sociedade humana.
Algumas dessas regras são escritas:
constituições, leis, códigos,
etc.; outras são regras não
escritas, mas aceitas como válidas
e estabelecidas pelo costume, como as regras
de boa educação, por exemplo.
Elas nos afetam e estabelecem limites que
deveriam ser iguais para todos. Espera-se
dos cronistas esportivos que sejamos cidadãos
e profissionais conscientes, com direitos
e obrigações claras, e dispostos
a cobrar e ser cobrados.
O aprendizado de cidadania no nosso país
ainda tem um longo caminho a percorrer, e
temos esperança e confiança
de que estamos consumindo algo melhor para
nossos netos. O cronista esportivo deve estar
sempre consciente de sua importância
e da importância que o espaço
ocupado por ele em sua atividade profissional
significa na conquista de novos cidadãos.
O exemplo pessoal é a melhor lição
e, por isso a ABCD - Associação
Brasiliense de Cronistas Desportivos -
escreveu e aprovou este Manual de Conduta
Ética e diretrizes de comportamento
para reforçar e impulsionar essa prática
no dia-a-dia das empresas e profissionais
que lidam com esporte em Brasília.
Toda atitude incoerente com este manual deverá
ser comunicada a ABCD, a fim de que o sucesso
deste empreendimento seja constante.
Às empresas de comunicação
(rádio, televisão, jornais e
revistas) que empregam ou abrem espaço
ao cronista esportivo rogamos, justapor aos
seus profissionais o presente código
de ética como cláusula obrigatória
nos vínculos entre as partes.
Por fim, a ABCD agradece a responsabilidade
e o empenho de todos os que contribuíram
para a concretização deste trabalho.
QUESTÕES IMPORTANTES
Estarei violando a política da ABCD
e ABRACE?
Estou fazendo uma escolha responsável?
Quais são as prováveis conseqüências
da minha escolha?
Essas conseqüências seriam aceitáveis
se eu estivesse do outro lado?
É justo com todos os interessados,
tanto a curto como a longo prazo?
Promove relacionamentos onde todos saiam ganhando?
Vou me sentir bem comigo mesmo?
Posso me orgulhar de minha decisão?
Como me sentiria se minha família soubesse?
Eu teria qualquer tipo de dificuldade para
explicar isso, caso fosse questionado?
Como me sentiria se outras pessoas fizessem
o mesmo comigo?
COMO PROCEDER FRENTE A UMA SITUAÇÃO
NÃO ÉTICA:
Diante de qualquer atitude incoerente com
este Manual, analise e comunique o fato a
qualquer diretor da ABCD para que o sucesso
deste empreendimento seja constante.
A ÉTICA NAS RELAÇOES PROFISSIONAIS
Nas relações profissionais,
todos os cronista esportivos devem adotar
as seguintes atitudes:
1 - Nunca utilizar o nome ou estrutura de
sua Associação - ABCD - ou da
empresa que representa para atingir os objetivos
pessoais junto a terceiros ou por intermédio
destes. Quando houver conflito de interesses
no exercício de função
ou no ato de representatividade, o fato deve
ser comunicado às partes envolvidas.
2 - Nos relacionamentos, deve-se expressar,
defender e difundir a posição
da categoria, da ABCD e das empresas, e não
credos, dogmas e posições pessoais,
especialmente nos campos social, político,
cultural, religioso, racial ou de orientação
sexual.
3 - No cumprimento do dever cabe ao cronista
esportivo ater-se às verdades dos fatos
relatando-os com fidelidade e, em caso de
conflito, este pertence a quem noticia os
fatos.
4 - Deve-se preservar de todas as formas as
fontes de informações até
que o fato se torne público e haja
autorização, mesmo que informal,
para divulgá-Io. As informações
prestadas ao público devem ser corretas
e baseadas em fontes confiáveis. É
considerada antiética qualquer tentativa
de simulação que induza o público
a erro de avaliação ou cria
expectativa falsa em relação
ao desporto e suas entidades (clubes, federações,
etc...).
5 - O comportamento, a responsabilidade e
o empenho são fatores imprescindíveis
na conduta profissional de todo cronista esportivo.
6 - A desqualificação e desrespeito
não são permitidos à
ABCD, aos colegas, clubes e demais entidades
esportivas e a todas as pessoas ligadas a
elas, seja qual for o nível de relação
hierárquica dos envolvidos, preservando-se
a individualidade e a privacidade. Quando
em público e durante as atividades
profissionais, as relações dever
ser mantidas no campo estritamente profissional.
7 - Nenhum cronista esportivo deve se prevalecer
de sua posição para constranger
quem quer que seja.
8 - Nas relações entre cronistas
esportivos nenhum tipo de privilégio
pode ser estabelecido para fornecer pessoas
ou grupos de pessoas em detrimento de outros.
9 - Deve-se respeitar a atitude profissional
de cronistas esportivos de outras empresas
concorrentes e não chamá-los
de "coleginhas" pejorativamente.
10 - A citação desairosa sobre
as atividades de um colega, pondo em dúvida
a sua capacidade profissional ou a veracidade
e autoria da informação noticiosa,
se constitui em fato grave, eticamente intolerável,
que deve ser evitada, quer pelo bem da integração
da categoria, que pelas penas que poderão
ser impostas, de suspensão a exclusão,
caso configurada a agressão verbal
mencionada.
11 - A informação é um
bem valioso e além de ser precisa,
deve ser transmitida com agilidade e objetividade.
Deve ser preservadora e usada em benefício
do desporto em geral e das entidades que o
compõem, e nunca em benefício
próprio ou de grupo.
I - DIRETRIZES DE COMPORTAMENTO
Nas relações profissionais,
todos os cronistas esportivos devem adotar
as seguintes atitudes:
1 - Obedecer rigorosamente o espaço
e os horários e datas agendadas ou
divulgadas para o trabalho de cobertura dos
clubes e entidades.
2 - Diante de situações desfavoráveis,
a atitude pró-ativa deve ser sempre
adotada. O apoio, seja de qualquer ordem,
deve ser evidente, traduzindo-se por meio
de uma constante integração
entre as partes.
3 - Para um melhor relacionamento, o cronista
esportivo deve buscar conhecer, entender e
considerar a cultura e a estrutura dos clubes
e entidades esportivas envolvidas.
ÉTICA
Juízo de apreciação
do comportamento humano, que qualifica uma
conduta como certa ou errada, de acordo com
determinados padrões de referência,
tais como valores, crenças ou regras
vigentes.
CONDUTA ÉTICA
É o comportamento correto de acordo
com normas, princípios ou padrões
aceitos por um indivíduo, uma classe,
uma sociedade ou uma organização.
DILEMA ÉTICO
É uma situação na qual
a escolha pode não ser clara ou óbvia.
Existe, freqüentemente, um conflito entre
valores, ou entre dois ou mais fatores críticos,
ou entre o que é certo ou errado, mas
sobre a qual é preciso fazer uma escolha.
II - DIRETRIZES DE COMPORTAMENTO
As diretrizes de comportamentos desejados,
assim comportamentos éticos, entretanto
o seu descumprimento não pode ser caracterizado
como falta de ética.
Por que a conduta ética?
Porque é um instrumento valioso para
apoiar e orientar a conduta do cronista esportivo
no seu relacionamento profissional no dia-a-dia.
Será o guia de referência da
ABCD, o comportamento do cronista esportivo.
Diante de qualquer dúvida quanto à
avaliação de um comportamento
ético ou desejado (diretrizes) siga
os seguintes passos:
1 - Consulte o manual e verifique se a situação
se enquadra em algum item do mesmo.
2 - Verifique se o comportamento é
ético ou não através
da reflexão sobre a legalidade do mesmo.
- Qualquer fato que possa conduzir ao não
atendimento de um compromisso assumido dever
ser imediatamente informado às partes
envolvidas.
- Trajar-se e comportar-se nos encontros de
trabalho de forma sóbria, condizente
com o ambiente, com a ocasião e com
os preceitos morais.
- As informações prestadas a
outros cronistas esportivos, ainda que concorrentes,
devem ser precisas, exatas e não enganosas,
evitando-se interpretações inadequadas
e propagação de inverdade.
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